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10/06/2017

Moedas das Ex-Colónias Portuguesas emitidas em 1962

Angola 

20 Centavos (Bronze)

KM# 78; AG – AG. 12.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 18 mm; peso 2,5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.000.000

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1962: Criação da FPLN


No decurso da I Conferência de Forças da Oposição, a decorrer em Argel, em dezembro, é criada a Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), organização de inspiração comunista e de luta armada. É a partir de Argel que emite a Rádio Voz da Liberdade, emissora clandestina da FPLN dirigida por Piteira Santos e Manuel Alegre, que teve um papel importante na luta contra o colonialismo português. No norte de Angola, os portugueses constroem os primeiros aldeamentos estratégicos para controlar melhor a população indígena, que é obrigada a abandonar as suas terras e é concentrada em novas aldeias vigiadas pelos militares. A estratégia é repetida nos anos seguintes noutras colónias.
 Extratos de emissões da Rádio Portugal Livre

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Moçambique

1 Escudo (Bronze)

KM# 82; AG – MÇ.17.03
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 600.000

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Fundação da FRELIMO


Movimento anticolonialista, de orientação marxista-leninista, a FRELIMO foi fundada em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, em 25 de Junho de 1962, quando três organizações nacionalistas de base regional - a União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), a Mozambique African National Union (MANU), e a União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI) - fundiram-se em um movimento guerrilheiro de base ampla. Sob a presidência de Eduardo Chivambo Mondlane, a recém-formada FRELIMO estabeleceu sua sede em 1963 na cidade de Dar-es-Salaam. O reverendo Uria Simango foi o seu primeiro vice-presidente. O movimento não podia ter sede em Moçambique, visto que os movimentos nacionalistas e de oposição estavam sob controle da polícia Portuguesa. A Tanzânia e seu presidente, Julius Nyerere, eram simpáticos aos grupos nacionalistas moçambicanos.
Emblema da FRELIMO 

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S. Tomé e Príncipe 

10 Centavos (Bronze)

KM# 15; AG - ST.02.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 500.000

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20 Centavos (Bronze)

KM# 16.1; AG - ST.05.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 18 mm; peso 2,5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 7.850.000

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50 Centavos (Bronze)

KM# 17.1; AG - ST.10.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 20 mm; peso 4 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 480.000

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1 Escudo (Bronze)

KM# 18; AG – ST.14.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 160.000

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2$50 Escudos (Cuproníquel)

KM# 19; AG – ST.17.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; peso 3,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 144.000

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5 Escudos (Prata)

KM# 20; AG - ST.20.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 600)
Dia. 22 mm; peso 4 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 88.000

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Emissão de moedas de 1962


No final da década de 50 era evidente a necessidade de substituir as moedas de centavos que circulavam em São Tomé e Príncipe. Essas moedas ainda eram as emitidas em 1929 e eram bastante diferentes das moedas cunhadas em curso noutros territórios. A primeira vez que se falou de tal foi em 1958. Em 1961 ainda não tinham sido produzidas e autorizou-se um reforço da emissão das moedas de 1$, 2$50 e 5$ emitidas dez anos antes. No entanto, em 1962 devido a motivos de ordem vária ainda não tinham sido emitidas quaisquer das moedas previstas. Assim, foi decretado nova alteração com autorização da emissão de todos os valores de $10 a 5$ já anteriormente previstos, revendo-se as ligas em que seriam produzidas as moedas de modo a serem mais adequadas ao valor que representavam. Desta forma, as novas moedas de 10, 20 e 50 centavos e 1 escudo foram cunhadas em bronze. As moedas de 2$50 escudos em cuproníquel, mantendo-se a moeda de 5$ em prata (Ag 600). As moedas de bronze apresentavam no reverso o brasão de armas de São Tomé e Príncipe no campo e a legenda “S. Tomé e Príncipe” e a era de cunhagem. No anverso o valor no centro do campo e a legenda “República Portuguesa”. As restantes mantiveram desenho idêntico à emissão prévia com o mesmo valor.

02/06/2017

Moedas de Portugal emitidas no ano de 1962

X Centavos (Bronze)

KM# 583; AG - R.10.22
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 17,5 mm; peso 2 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 14.980.000

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XX Centavos (Bronze)

KM# 584; AG - R.16.17
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 20,5 mm; peso 3 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 2.500.000

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50 Centavos (Alpaca)

KM# 577; AG - R.20.23
Autor: Simões de Almeida
Características: Alpaca (Cu 610 Zn 200 Ni 190)
Dia. 22,8 mm; peso 4,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Vertical
Moedas emitidas 6.678.136

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1 Escudo (Alpaca)

KM# 578; AG - R.25.18
Autores: José Simões de Almeida e Alves Rego.
Características: Alpaca (Cu 610; Zn 200; Ni 190)
Dia. - 26,8 mm; Peso 8 g; Bordo serrilhado; Eixo vertical
Moedas emitidas: 2.757.000

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Portugal em 1962:


O Benfica conquista a Taça dos Campeões Europeus pelo segundo ano consecutivo, derrotando na final os espanhóis do Real Madrid por 5-3, com Eusébio a marcar dois dos golos da vitória.

20.000 pessoas manifestam-se no Dia Internacional da Mulher contra a Guerra Colonial, a política do regime fascista e a repressão. A polícia ataca a manifestação. São feridas dezenas de pessoas.

A crise académica de 1962 constituiu um dos principais momentos de conflito entre os estudantes universitários portugueses e o regime do Estado Novo. Às diversas formas de contestação estudantil o Governo respondeu de forma violenta.
23 de Março - Inicia-se a crise académica com a proibição do Dia do Estudante pelo ministro da Educação Nacional. Agitação estudantil e cargas policiais sobre os estudantes em Lisboa, e Coimbra. No dia 25 o SNI divulga uma nota oficiosa justificando a proibição. As Academias de Lisboa (a 25) e Coimbra (a 26) decretam luto académico com ausência às aulas.
27 de Março - Governo cede, a celebração do Dia do Estudante é marcada para 7 a 8 de Abril. O luto académico é interrompido.
5 de Abril - O Dia do Estudante é novamente proibido por decisão governamental. Marcelo Caetano demite-se do cargo de Reitor da Universidade Clássica de Lisboa. O luto académico em Lisboa e Coimbra é retomado (dia 6). A agitação estudantil e a repressão policial continuam durante todo o mês de Abril. Dia 7, concentração de estudantes no Estado Universitário. A manifestação segue até ao Campo de Santana.
9 de Maio - É decretado luto académico total, em plenário realizado no Estádio Universitário, envolvendo ausência às aulas, frequências e exames finais. Na cantina da Cidade Universitária, entretanto ocupada por alunos a professores, dirigentes associativos entram em greve da fome. 11 de Maio, A polícia de choque força os estudantes a sairem da cantina da Cidade Universitária e faz centenas de prisões, 19 de Maio, Manifestação de estudantes em Coimbra fortemente reprimida. Novo assalto à sede da AAC e numerosas prisões. Documento de apoio aos estudantes subscrito por numerosas personalidades é divulgado, 29 de Junho, Despacho ministerial determinando a expulsão de diversos estudantes, entre os quais dirigentes da Associação Académica de Coimbra.
Colocados perante a violência do regime e na impossibilidade de assegurarem a coordenação do movimento em conjunto com outros que iam deflagrando na sociedade portuguesa, os estudantes acabaram por desistir da contestação, acabando o regime por retomar o controlo da situação no final do ano.
 Concentração na cidade universitária de Lisboa durante a crise de 1962
Reunião de estudantes no estádio universitário em Lisboa
Cartaz Crise Académica de 1962