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12/05/2017

Moedas das Ex-Colónias Portuguesas emitidas em 1960

Moçambique

10 Centavos (Bronze)

KM# 83; AG - MÇ.03.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.750.000

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5 Escudos (Prata)

KM# 84; AG - MÇ.23.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 600)
Dia. 22 mm; peso 4 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 8.000.000

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10 Escudos (Prata)

KM# 79; AG - MÇ.27.04
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 720)
Dia. 24 mm; peso 5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 2.000.000

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20 Escudos (Prata)

KM# 80; AG - MÇ.29.03
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 720)
Dia. 30 mm; peso 10 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 2.000.000

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Massacre de Mueda


Durante o ano de 1960 tornam-se independentes vários países em África, de entre os quais os Camarões, o Togo, o Mali, a Somália, o Daomé, a Nigéria, a Costa do Marfim e o Senegal.
Agostinho Neto é preso em Angola. A UPA e o MPLA, autonomamente, pedem negociações ao Governo português no sentido duma solução pacífica do problema colonial.
O PAIGC envia uma declaração ao Governo Português onde reclama a autodeterminação da Guiné e de Cabo Verde e propõe o estabelecimento de negociações nesse sentido. Salazar recusa qualquer diálogo com os movimentos de libertação.
Dirigentes nacionalistas das colónias portuguesas concedem uma conferência de imprensa em Londres. Apelam ao estabelecimento de negociações para uma solução pacífica. A Assembleia Geral das Nações Unidas aprova, por larga maioria, três resoluções condenando a política colonial portuguesa.

O Massacre de Mueda, a 16 de junho de 1960, foi um dos últimos episódios da resistência dos moçambicanos à dominação colonial antes do desencadear da luta armada de libertação nacional. Naquela data, realizou-se uma reunião entre a população do atual distrito de Mueda e a administração colonial, que terminou com a morte a tiros de um número indeterminado de moçambicanos. De acordo com algumas fontes, a reunião teria sido pedida pela MANU, uma organização que pretendia a independência daquela região de Moçambique, e acordada com a Administração, não sendo muito clara a razão dos disparos. Pensa-se que poderia ter sido uma demonstração de força por parte das autoridades para dissuadir os moçambicanos de lutarem pela independência.

 Massacre de Mueda
 Mueda


06/05/2017

Moedas de Portugal emitidas no ano de 1960

X Centavos (Bronze)

KM# 583; AG - R.10.20
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 17,5 mm; peso 2 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 15.055.000

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XX Centavos (Bronze)

KM# 584; AG - R.16.15
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 20,5 mm; peso 3 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 4.790.000

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50 Centavos (Alpaca)

KM# 577; AG - R.20.21
Autor: Simões de Almeida
Características: Alpaca (Cu 610 Zn 200 Ni 190)
Dia. 22,8 mm; peso 4,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Vertical
Moedas emitidas 2.592.000

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Coleção Infante D. Henrique  


5 Escudos (Prata)

KM# 587; AG- R.36.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 650)
Dia. 25 mm; peso 7 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 800.000

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10 Escudos (Prata)

KM# 598; AG- R.45.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 680)
Dia. 30 mm; peso 12,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 200.000

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20 Escudos (Prata)

KM# 589; AG- R.50.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 800)
Dia. 34 mm; peso 21 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 200.000

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Portugal em 1960


Em 1960 a população portuguesa cifra-se em cerca de 8 milhões e 600 mil pessoas.
Beneficiando da cumplicidade de um agente da GNR, Álvaro Cunhal, e outros dirigentes do PCP (Francisco Miguel, Carlos Costa, Francisco Martins Rodrigues, entre outros), evadem-se do Forte de Peniche.
Cerca de 150 mineiros de Aljustrel, em acção de protesto contra o despedimentos de trabalhadores, ocupam a mina durante 1 dia e meio, ao mesmo tempo em que os seus familiares ocupam a sede do Sindicato Nacional dos Mineiros. A intervenção das forças policiais envia para o Forte de Peniche 130 trabalhadores.
Grandes mobilizações no cinquentenário da implantação da República.

Poucas figuras de Portugal terão sido tão estudadas, analisadas e divulgadas internacionalmente, como o Infante D. Henrique, quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, duque de Viseu e 8.º mestre da Ordem de Cristo (desde 1471). Da história veio o cognome que o consagrou como "O Navegador".
Por ocasião das celebrações nacionais do 5.º Centenário da sua morte, não podia Portugal deixar de homenagear este "Português de Ouro", o Homem e a sua Obra, e de facto fê-lo de maneira digna: foi instituída a Ordem do Infante D. Henrique, como galardão de elevada importância do Estado; foram criadas moedas comemorativas de prata, como documentos perenes de homenagem nacional. E são, de facto, monumentos dignos da figura homenageada: três moedas de prata, de excecional qualidade de gravação, constituindo uma das séries monetárias mais apreciadas pelos colecionadores. No anverso, o busto do infante, a três quartos à esquerda, aparece retratado com mestria pela mão do escultor Marcelino Norte de Almeida, no reverso, as armas de Portugal renderam homenagem às armas do Infante, ladeadas pela sua divisa e tendo, a ladear o valor facial, duas folhas de carvalho com frutos, que a completavam. ".

Planeadas inicialmente para os valores de 2$50, 5$00 e 10$00 seriam depois alteradas para 5$00, 10$00 e 20$00 (com as mesmas características das moedas de prata circulantes e comemorativa de 1953), por se ter verificado que o pequeno diâmetro da moeda de 2$50 não oferecia condições para uma perfeita cunhagem desse modelo. Desta coleção aproveitou o Governo para fazer muitas ofertas, designadamente às entidades estrangeiras que estiveram em Lisboa por ocasião da Parada naval, tendo a Casa da Moeda sido encarregada de patinar 200 coleções. Outras 50 coleções foram igualmente patinadas e oferecidas pela Casa da Moeda a suas congéneres estrangeiras, com natural orgulho pela excecional qualidade numismática das moedas e pela grandeza histórica do vulto homenageado.

Inauguração do Padrão dos Descobrimentos. Da autoria do arquitecto  Cottinelli Telmo (1897 – 1948) e do escultor Leopoldo de Almeida (1898 – 1975), o Padrão do Descobrimentos foi erguido pela primeira vez em 1940, de forma efémera e integrado na Exposição do Mundo Português. Construído em materiais perecíveis, possuía uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo a composição escultórica moldada em estafe (mistura de espécies de gesso e estopa, consolidada por armação ou gradeamento de madeira ou ferro).
Em 1960, por ocasião da comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Padrão é reconstruído em betão e cantaria de pedra rosal de Leiria, e as esculturas em cantaria de calcário de Sintra.
Isolado e destacado no paredão à beira do Tejo, o Padrão dos Descobrimentos evoca a expansão ultramarina portuguesa, sintetiza um passado glorioso e simboliza a grandeza da obra do Infante D. Henrique, o impulsionador das descobertas.
Uma caravela estilizada faz-se ao mar, levando à proa o Infante D. Henrique e alguns dos protagonistas da epopeia ultramarina e da cultura da época, navegadores, cartógrafos, guerreiros, colonizadores, evangelizadores, cronistas e artistas, são retratados com os símbolos que os individualizam.
Um mastro estilizado, com orientação Norte – Sul, tem em cada uma das faces dois escudos portugueses, com cinco quinas, envolvidos por faixa com 12 castelos e ao centro várias flores-de-lis. Ao mastro adoçam-se, em cada face, três estruturas triangulares, curvas, dando a ilusão de velas enfunadas pelo vento.
A face norte é formada por dois gigantes de cantaria, onde se vêem inscrições em letras metálicas: no lado esquerdo, sobre uma âncora: AO INFANTE D. HENRIQUE E AOS PORTUGUESES QUE DESCOBRIRAM OS CAMINHOS DO MAR; o lado oposto, sobre uma coroa de louros: NO V CENTENÁRIO DO INFANTE D. HENRIQUE 1460 – 1960.
Ao centro um lanço de nove degraus dá acesso a um átrio com vista para toda a zona que circunda o Padrão. Um segundo lanço de cinco escadas, um portal com arco de volta perfeita e uma moldura formada pelas aduelas, dá acesso ao interior do monumento.
O Monumento é ladeado por duas esferas armilares em metal, sobre duas plataformas paralelepipédicas.



Cerimonia de Inauguração do Padrão dos Descobrimentos
Cerimonia de Inauguração do Padrão dos Descobrimentos
Figuras no Padrão dos Descobrimentos, lado Oeste
Figuras no Padrão dos Descobrimentos, lado Este