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28/10/2020

Moedas de Portugal emitidas no ano de 1976

 


10 Centavos (Alumínio)


KM# 594; AG 11.07
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Alumínio (Al 975,Mg 25)
Dia. 15 mm; peso 0.5 g ; Bordo liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 19.906.534

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50 Centavos (Bronze)


KM# 596; AG - R.21.08
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 22,5 mm; peso 4,5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 23.734.348

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1$00 (Bronze)


KM# 597; AG - R.26.08
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 7.352.604

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2$50 (Cuproníquel)


KM# 590; AG - R.31.18
Autor:  Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; Peso 3,5 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 21.515.866

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5$00 (Cuproníquel)


KM# 591; AG - R.37.14
Autor:  Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 24,5 mm; Peso 7 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 11.378.395

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Série 25 de Abril 


100$00 (Prata)



KM# 603; AG - R.69.01
Autor: Armando Matos Simões
Características: Prata (Ag 650)
Dia. 32 mm; Peso 15 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 1.000.000

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250$00 (Prata)


KM# 604; AG - R.139.01
Autor: Armando Matos Simões
Características: Prata (Ag 680)
Dia. 37 mm; Peso 25 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 1.000.000

Ainda a viver os efeitos da Revolução, um dos governos provisórios aprovou em Maio de 1976 a criação de uma série comemorativa dedicada inteiramente ao momento criador do novo sistema político. Como era indicado no decreto de lei que autorizou essa emissão, a Revolução de 25 de Abril era algo que dizia muito a todos os portugueses, sendo um momento histórico condizente com a libertação de quase meio século de ditadura. Do concurso público aberto em Novembro desse ano e por duas vezes anulado o concurso, só à terceira tentativa foi possível ver aprovado, a 15 de Julho de 1976, um projeto que o júri considerasse minimamente válido e tecnicamente exequível, da autoria do escultor Armando Matos Simões, para moedas comemorativas de prata de 100$00 (toque de prata de 650 º/oo) e de 250$00 (680 º/oo) cuja cunhagem só teria lugar na segunda metade de 1976, sendo emitidas em 1977 Como pormenor revelador da especialidade do desenho numismático refira-se que a INCM se viu obrigada a retificar o anverso comum proposto para estas moedas, onde os escudetes das quinas nacionais apareciam sob a forma de quadrados, numa composição muito estilizada que mais se assemelhava a cinco "dados de jogo". Consultada a Academia Portuguesa de História, e não concordando o autor em alterar o seu modelo, as bases dos escudetes foram então retificadas nas gravuras das matrizes, dando-lhes o formato em bico, de acordo com uma das figurações heráldicas admitidas.

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Portugal em 1976

A 25 de abril de 1976, os portugueses votaram para eleger, pela primeira vez, os seus representantes na Assembleia da República, o novo órgão legislativo do regime democrático que então nascia. Depois das eleições disputadas, um ano antes, para a Assembleia Constituinte, estas foram as segundas na história portuguesa a reunir um contexto de liberdade, um direito de voto verdadeiramente universal, condições de igualdade de circunstâncias para todos os partidos participantes os vários aspetos do processo eleitoral.

Mas outros passos tiveram de ser dados para que a nova assembleia legislativa pudesse existir enquanto órgão de poder efetivo. Desde logo, o desfecho do 25 de Novembro de 1975, que, ao colocar um ponto final no período mais radical da Revolução. Depois, a segunda Plataforma de Acordo Constitucional entre o Movimento das Forças Armadas (MFA) e os partidos políticos, assinada em fevereiro de 1976. Finalmente, a aprovação da nova Constituição, a 2 de abril do mesmo ano, veio confirmar a criação de uma democracia pluralista, representativa, assente na soberania popular por via eleitoral.

A normalização da situação que se verificou ao nível das instituições e das principais forças políticas e militares após o 25 de Novembro de 1975 não significou, porém, um apaziguamento total dos ânimos. Nos meses que antecederam as eleições legislativas, Portugal continuou a viver num estado de permanente conflitualidade político-social, sobretudo no norte e centro do país, com a esquerda, e, de entre esta, o Partido Comunista Português (PCP), a ser o principal visado de todo o tipo de ataques à liberdade de expressão e reunião, envolvendo quase sempre algum tipo de violência, incluindo ataques bombista. Perante a sucessão de actos violentos já em ambiente de pré-campanha eleitoral, a Comissão Nacional de Eleições chegou mesmo a emitir vários comunicados de condenação, tendo também apelado à ação pedagógica dos partidos políticos junto dos seus militantes e simpatizantes no sentido de pôr termo àquelas práticas antidemocráticas. Para lá da instabilidade político-social, a situação económica e financeira era crítica: inflação considerável e consequente aumento do custo de vida, salários incapazes de acompanhar essas subidas, aumento do desemprego, quebra da produtividade e do investimento, agravamento do défice externo, risco de rutura cambial, quebra das importações e resultante carência de produtos. Foi, pois, neste contexto de grande crise, a vários níveis, que a campanha eleitoral e as eleições legislativas de 1976 decorreram.



Assembleia da República (1976)

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Macau



10 Avos (Latão-Níquel)


KM# 2A; AG - MU.04.05
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Latão-níquel (Cu 790,Zn 200, Ni 10)
Dia. 22 mm; peso 4,6 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas (emissão incluída na de 1975 20.000.000)


01/10/2020

Moedas das Ex-Colónias Portuguesas emitidas em 1974

 Angola


10 centavos (Alumínio)


KM# 12; AG - AG.09.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Alumínio (Al 975, Mg 25)
Dia. 15 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 4.000.000 (*)

(*) Devido à independência de Angola esta moeda não chegaria a circular, não havendo decreto-lei a autorizar a sua emissão, foram produzidas 4 milhões de moedas com a era de 1974. No entanto é bastante comum.

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1$00 (Bronze)


KM# 76; AG – AG.17.06
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 6.214.000

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2$50 (Cuproníquel)


KM# 77; AG – AG.18.06
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; peso 3,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 19.999.000

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5$00 (Cuproníquel)


KM# 81; AG – AG.19.02
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 24,5 mm; peso 7 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.343.000 (*)

(*) A moeda de 5$ foi emitida apenas em 1972. Foi ainda preparada emissão com a era de 1974 que não chegou a ser colocada em circulação devido à independência de Angola.


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Macau


20 Patacas Ponte Macau-Taipa (Prata)


KM# 8; AG – MU.29.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 650)
Dia. 35 mm; peso 18 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 1.000.000

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Emissão Comemorativa Ponte Macau-Taipa

Considerando-se de grande relevância a inauguração da Ponte Macau-Taipa (também conhecida como Ponte do Governador Nobre Carvalho) em 1974, foi lançada para circulação uma moeda de 20 patacas em comemoração deste feito da engenharia portuguesa no território macaense. Esta emissão autorizada em 1975 foi a primeira emissão monetária para o território após a Revolução de Abril. Esta emissão foi de autoria de Marcelino Norte de Almeida e caracteriza-se por apresentar as legendas bilingue. Assim, no anverso apresenta as legendas “Ponte Macau-Taipa” está nas duas línguas e no reverso, surge “Macau” e “20 Patacas” em ambas as escritas.


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Moçambique


20 Centavos (Bronze)


KM# 88; AG - MÇ.08.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 13.043.653

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50 Centavos (Bronze)


KM# 89; AG - MÇ.13.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 23 mm; peso 4.5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 23.809.869

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1$00 (Bronze)


KM# 82; AG - MÇ.17,09
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 25.281.070

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10$00 (Cuproníquel)


KM# 79B; AG - MÇ.28.03
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 27 mm; peso 9 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.365.576

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1974 foi o último ano de emissão de moeda para as ex colónias africanas, restando apenas Macau como único território fora de Portugal, com emissão de moeda sob o domínio da República Portuguesa.

A independência das colónias portuguesas em África iniciou-se em 1973 com a declaração unilateral da República da Guiné-Bissau, que foi reconhecida pela comunidade internacional, mas não pela potência colonizadora, dando assim fim ao Império Português, o 25 de Abril acelerou a descolonização, que se fazia com grande atraso relativamente a outras ex-colónias europeias. Este atraso devia-se às dificuldades e entraves do Estado Novo e do processo de democratização do país antes de 1974. Neste processo foram libertadas todas as ex-colónias portuguesas, exceto Timor, e voltaram para Portugal, em circunstâncias dramáticas, cerca de um milhão de portugueses que se tinham fixado no ultramar designadas por "retornados".

27 Julho 1974, Promulgação da Lei n.º 7/74

Três meses após o fim do Estado Novo, pela “Lei da Descolonização” Portugal reconhecia o direito dos povos à autodeterminação, incluindo a aceitação da independência dos territórios ultramarinos, que deixavam de ser constitucionalmente parte do território português.






Chegada a Lisboa dos retornados das antigas colónias em África







01/09/2020

Moedas das Ex-Colónias Portuguesas emitidas em 1973

 Guiné


10 Centavos (Alumínio)


KM# 12; AG - GU.03.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Alumínio (Al 975, Mg 25)
Dia. 15 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 100.000

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20 Centavos (Bronze)


KM# 13; AG - GU.05.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 100.000

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1$00 Escudo (Bronze)


KM# 14; AG - GU.11.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 250.000

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5$00 Escudos (Cuproníquel)


KM# 15; AG - GU.13.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 24,5 mm; peso 7 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 800.000

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10$00 Escudos (Cuproníquel)


KM# 16; AG - GU.15.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 28 mm; peso 9 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 1.700.000

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A Reforma Monetária de 1972

Desde 1952 não tinha ocorrido qualquer emissão de moedas na Guiné. A falta de moedas, associada à não conformidade entre o valor do metal das moedas em circulação e o real valor do Escudo conduziu à autorização de nova emissão. Esta reforma monetária que visava a substituição de todos os valores em curso na Guiné não chegou, no entanto, a ser totalmente posta em prática dada a independência da Guiné em 1974.

Assim, estavam previstos a emissão de moedas de $10, $20, 1$, 5$, 10$ e 20$, mantendo-se as já em curso de $50 e 2$50. Destas não chegaram a ser emitidas as moedas de 20$, as quais seriam em níquel puro como nas restantes colónias africanas com exceção de Cabo Verde.

As moedas de 10 centavos foram cunhadas em alumínio, as de 20 centavos e 1 escudo em bronze e as de 5 e 10 escudos em cuproníquel. As moedas de menor valor tinham no anverso as armas da província com a legenda “Guiné” e a era de cunhagem e no reverso o valor facial e a legenda “República Portuguesa”. Nas moedas de cuproníquel no anverso as armas da província com a legenda “Guiné” e a designação do valor, no reverso os distintivos da Ordem do Império com a legenda “República Portuguesa” e o ano de cunhagem. A título de curiosidade a moeda de 20 escudos teria no anverso o escudo nacional sobreposto à esfera armilar com a legenda “República Portuguesa” e o ano de cunhagem e na outra face as armas provinciais e valor monetário com a legenda “Guiné”. O desenho desta série ficou a cargo de Marcelino Norte de Almeida.

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Macau


50 Avos (Cuproníquel)

KM# 7; AG - MU.11.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 23 mm; peso 6 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: Incluída na emissão de 1972 (6.439.850)

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Moçambique



20 Centavos (Bronze)


KM# 88; AG - MÇ.08.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 1.198.320

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50 Centavos (Bronze)


KM# 89; AG - MÇ.13.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 23 mm; peso 4.5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 6.840.000

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1$00 Escudo (Bronze)





KM# 82; AG - MÇ.17,08
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 501.96

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2$50 Escudos (Cuproníquel)


KM# 78; AG - MÇ.20.06
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; peso 3,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 1.767.195

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5$00 Escudos (Cuproníquel)


KM# 86; AG - MÇ.24.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 25 mm; peso 7 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.352.067

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Com intensificação da luta armada, realizam-se em Lisboa manifestações contra a política africana do Governo português. 

Amílcar Cabral, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), é assassinado em Conakry a 20 de janeiro em circunstâncias não esclarecidas. O fundador do PAIGC defendia a união entre Cabo Verde a Guiné-Bissau. Nesse ano, na cidade da Beira, surge o Grupo Unido de Moçambique (GUMO), criado por negros da classe média como alternativa à FRELIMO. Pede maior autonomia e o fim da discriminação racial.

24 de Junho, Jorge Jardim, um dos políticos portugueses de influência em Moçambique, inicia  contactos secretos com a Zâmbia, para as negociações com a FRELIMO quanto ao futuro político de Moçambique. Para a Zambia, pais que necessitava de acesso ao mar, a melhoria das relações com Portugal e o fim da guerra eram imprescindíveis para o melhoramento da economia zambiana. Iniciava-se assim formalmente o caminho para a autonomia política de Moçambique, à revelia das posições de Lisboa.

24 de Setembro, o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) proclama unilateralmente a independência da Guiné-Bissau nas matas de Madina Boé, uma das regiões libertadas no leste do país. O novo estado é reconhecido internacionalmente por muitos países, mas não por Portugal, que continua com a guerra. No dia 2 de Novembro, a Assembleia Geral da ONU saúda a independência numa votação que teve 93 votos a favor, 30 abstenções e apenas sete votos contra (Portugal, Brasil, Espanha, África do Sul, EUA, Grã-Bretanha e Grécia).

Reunião do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) com a população guineense

Reunião do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) com a população guineense