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01/10/2020

Moedas das Ex-Colónias Portuguesas emitidas em 1974

 Angola


10 centavos (Alumínio)


KM# 12; AG - AG.09.01
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Alumínio (Al 975, Mg 25)
Dia. 15 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 4.000.000 (*)

(*) Devido à independência de Angola esta moeda não chegaria a circular, não havendo decreto-lei a autorizar a sua emissão, foram produzidas 4 milhões de moedas com a era de 1974. No entanto é bastante comum.

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1$00 (Bronze)


KM# 76; AG – AG.17.06
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Bronze (Cu 960, Sn 20, Zn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 6.214.000

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2$50 (Cuproníquel)


KM# 77; AG – AG.18.06
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; peso 3,5 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 19.999.000

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5$00 (Cuproníquel)


KM# 81; AG – AG.19.02
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 24,5 mm; peso 7 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.343.000 (*)

(*) A moeda de 5$ foi emitida apenas em 1972. Foi ainda preparada emissão com a era de 1974 que não chegou a ser colocada em circulação devido à independência de Angola.


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Macau


20 Patacas Ponte Macau-Taipa (Prata)


KM# 8; AG – MU.29.01
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Prata (Ag 650)
Dia. 35 mm; peso 18 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 1.000.000

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Emissão Comemorativa Ponte Macau-Taipa

Considerando-se de grande relevância a inauguração da Ponte Macau-Taipa (também conhecida como Ponte do Governador Nobre Carvalho) em 1974, foi lançada para circulação uma moeda de 20 patacas em comemoração deste feito da engenharia portuguesa no território macaense. Esta emissão autorizada em 1975 foi a primeira emissão monetária para o território após a Revolução de Abril. Esta emissão foi de autoria de Marcelino Norte de Almeida e caracteriza-se por apresentar as legendas bilingue. Assim, no anverso apresenta as legendas “Ponte Macau-Taipa” está nas duas línguas e no reverso, surge “Macau” e “20 Patacas” em ambas as escritas.


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Moçambique


20 Centavos (Bronze)


KM# 88; AG - MÇ.08.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 13.043.653

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50 Centavos (Bronze)


KM# 89; AG - MÇ.13.02
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 23 mm; peso 4.5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 23.809.869

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1$00 (Bronze)


KM# 82; AG - MÇ.17,09
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30, Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 25.281.070

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10$00 (Cuproníquel)


KM# 79B; AG - MÇ.28.03
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 27 mm; peso 9 g ; Bordo Serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 3.365.576

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1974 foi o último ano de emissão de moeda para as ex colónias africanas, restando apenas Macau como único território fora de Portugal, com emissão de moeda sob o domínio da República Portuguesa.

A independência das colónias portuguesas em África iniciou-se em 1973 com a declaração unilateral da República da Guiné-Bissau, que foi reconhecida pela comunidade internacional, mas não pela potência colonizadora, dando assim fim ao Império Português, o 25 de Abril acelerou a descolonização, que se fazia com grande atraso relativamente a outras ex-colónias europeias. Este atraso devia-se às dificuldades e entraves do Estado Novo e do processo de democratização do país antes de 1974. Neste processo foram libertadas todas as ex-colónias portuguesas, exceto Timor, e voltaram para Portugal, em circunstâncias dramáticas, cerca de um milhão de portugueses que se tinham fixado no ultramar designadas por "retornados".

27 Julho 1974, Promulgação da Lei n.º 7/74

Três meses após o fim do Estado Novo, pela “Lei da Descolonização” Portugal reconhecia o direito dos povos à autodeterminação, incluindo a aceitação da independência dos territórios ultramarinos, que deixavam de ser constitucionalmente parte do território português.






Chegada a Lisboa dos retornados das antigas colónias em África







22/09/2020

Moedas de Portugal emitidas no ano de 1974


10 Centavos (Alumínio)


KM# 594; AG 11.04
Autor: Marcelino Norte de Almeida
Características: Alumínio (Al 975,Mg 25)
Dia. 15 mm; peso 0.5 g ; Bordo liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 19.330.000

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20 Centavos (Bronze)


KM# 595; AG - R.17.07
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 16 mm; peso 1,8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 26.975.456

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50 Centavos (Bronze)


KM# 596; AG - R.21.06
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 22,5 mm; peso 4,5 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 29.719.157


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1$00 (Bronze)


KM# 597; AG - R.26.06
Autor: Marcelino Norte Almeida
Características: Bronze (Cu 950, Zn 30 Sn 20)
Dia. 26 mm; peso 8 g ; Bordo Liso; Eixo Horizontal
Moedas emitidas 11.444.022


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2$50 (Cuproníquel)


KM# 590; AG - R.31.14
Autor:  Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 20 mm; Peso 3,5 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 22.743.840


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5$00 (Cuproníquel)


KM# 591; AG - R.37.12
Autor:  Marcelino Norte Almeida
Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250)
Dia. 24,5 mm; Peso 7 g; Bordo serrilhado; Eixo Horizontal
Moedas emitidas: 3.983.536


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10$00 (Cuproníquel)


KM# 600; AG - R.46.04
Autor: Marcelino Norte Almeida
 Características: Cuproníquel (Cu 750, Ni 250) Dia. 28 mm; Peso 10 g; 
Bordo Legendado (FRATERNIDADE CONFIANÇA ESPERANÇA); Eixo horizontal
Moedas emitidas: 7.042.812

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Portugal em 1974

 Pouco após a meia-noite de 25 de Abril de 1974 começou a tocar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado para o início da revolução militar. Em apenas algumas horas, as Forças Armadas ocuparam locais estratégicos em todo o país. 

A Revolução dos Cravos aconteceu praticamente sem violência, com apenas quatro mortos, diz a história que uma florista começou a oferecer cravos aos soldados, a flor foi entregue aos soldados, que as puseram nos canos das armas. As pessoas que saíam às ruas para comemorar, também usavam cravos, assim o cravo ficou como o símbolo e nome da revolução.

Antes da revolução, era rara em Portugal a família que não tivesse alguém a combater na guerra  colonial em África, o serviço militar durava quatro anos, opiniões contra o regime e contra a guerra eram severamente reprimidas pela censura e pela polícia, a revolução encerrou, ao mesmo tempo, 48 anos de ditadura e 13 anos de guerra nas colónias africanas. Portugal era um país atrasado e isolado na comunidade internacional, embora fizesse parte da ONU e da NATO. Era o último país europeu a manter colónias.

Mais do que palavras o que ficou para a historia são as imagens e as figuras da revolução, como o capitão Salgueiro maia. 

  Capitão Salgueiro Maia

 Revolução dos Cravos

Revolução dos cravos

Salgueiro Maia no largo do Carmo
Salgueiro Maia no largo do Carmo

16/02/2016

5 de Outubro de 1910


1 Escudo (prata) 



KM# 560; AG - R.22.01
Autor: Anverso Francisco dos Santos, Reverso José Simões de Almeida (Sobrinho)
Características: Prata (Ag 835)
 Dia. 37 mm; Peso 25.g; Eixo vertical
Ano de cunhagem e quantidades emitidas:
1914 - 1.000.000


KM# é a referência para identificar as moedas no livro World Coins, vulgarmente conhecido por "Krause"
AG é a referência usada no catalogo de Alberto Gomes “Moedas Portuguesas”

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 A implantação da República


A revolução republicana eclodiu às primeiras horas de 4 de Outubro de 1910.  O Palácio das Necessidades e o Terreiro do Paço foram bombardeados pela Marinha. Na madrugada de 5 de Outubro ainda havia combates de artilharia na Avenida mas as tropas governamentais estacionadas no Rossio insubordinaram-se e a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa. A Família Real abandonou o País. Caía uma Monarquia com quase 800 anos. Era substituída por um regime que se queria de total igualdade, liberdade, justiça democrática e fraternidade.

 A nova unidade monetária


 A par de importantes medidas de consolidação do novo regime, o Governo Provisório introduziu alterações nos símbolos nacionais: destacam-se as mudanças da bandeira, do hino nacional e da unidade monetária. Foi criado o escudo.

 Origens do escudo


 Antes da Revolução de 5 de Outubro já tinham sido apresentadas à Câmara dos Deputados diversos projectos para a reforma do sistema monetário português. Argumentava-se, genericamente, que o real, sendo de ínfimo valor, se afastava das unidades monetárias dos outros países e que a escrituração de muitos algarismos, mesmos em quantias pequenas, originava erros e perdas de tempo. Num projecto de 1904, sendo Ministro da Fazenda Rodrigo Afonso Pequito, propunha-se que o real fosse substituído pelo “luso”, com o valor de 200 réis, unidade monetária que tinha como referência histórica e geográfica a antiga Lusitânia. A rápida mudança dos governos fez com que este projecto e outros que se lhe seguiram até 1910 não tivessem sido aprovados.
A nova moeda foi buscar o nome ao inicio da II dinastia. O rei D. Duarte. quando decidiu retomar a cunhagem em ouro, mandou bater os primeiros escudos, dado que era esta a figura que aparecia representada na moeda. O escudo era assim uma moeda nobre por ser fabricada naquele metal precioso. Deverá ter sido esta uma das razões que levou os responsáveis do regime a designarem a nova unidade monetária desta forma.

História do Escudo


O Escudo foi criado 22 de Maio de 1911, cinco meses após a proclamação da república, por decreto do então governo provisório. A nova moeda renovou o sistema monetário português,
colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (Moeda da Monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).

 As primeiras emissões em escudos


 Nos primeiros tempos da República os portugueses continuaram a utilizar as mesmas moedas e notas em réis, tendo algumas delas a sobrecarga “República” a preto ou encarnado.
De acordo com o Decreto com força de lei de 22 de Maio de 1911, as moedas da Monarquia deveriam ser substituídas por novas moedas de prata de 1$00, 0$50, 0$20 e 0$10 e de bronze-níquel de 0$04, 0$02, 0$01 e 0$005.
No art.º 13.º refere-se que a cunhagem da moeda de prata ”será effectuada no prazo de três a quatro anos, a contar da data da publicação d’esta lei, melhorando-se para isso convenientemente os meios de que dispõe a Casa da Moeda”
Com efeito, a primeira moeda cunhada com a efígie da República foi uma rupia, de 1912, destinada a circular na Índia Portuguesa.
A cunhagem das novas moedas correntes de prata iniciou-se mais de um ano depois da publicação do decreto: As moedas de 0$50 são de 1912; as de 0$20 de 1913 e os primeiros 0$10 e 1$00 são de 1915. Estas magníficas moedas são da autoria de Simões de Almeida (Sobrinho) e foram gravadas por Alves do Rego.
As primeiras moedas de 1$00 a entrar em circulação foram moedas, em prata, comemorativas da proclamação da República, em 1914. O anverso desta moeda “Alvorada” é da autoria de Francisco dos Santos, e o reverso, “Escudo”, de Simões de Almeida (Sobrinho). O gravador foi Alves do Rego. Os lucros da amoedação destinaram-se às despesas da defesa nacional num momento em que se aproximava a Primeira Guerra Mundial. Também a primeira nota em escudos é emitida pelo Banco de Portugal apenas em 1914. Inicialmente concebida para ser emitida com o valor de 5000 réis, prata, foi depois modificada para a nova unidade monetária.